Aborto! O que podemos fazer sobre?

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Graça e Paz querido leitor (a), com grande satisfação que escrevo mais um artigo, com intuito de aprender um pouco sobre a palavra de Deus e seus ensinamentos. Alguns dias atrás fui fazer uma visita evangelística na casa de um jovem, já venho acompanhando este com estudos bíblicos e orações em sua residência, em nossos encontros que até o momento não foram muitos, pois efetuamos um por semana, ele havia comentado que uma ex-namorada estava grávida, por sua vez estava incomodado com a situação, passados alguns encontros, encontramos sua ex-namorada em sua casa.

A primeira pergunta que veio em minha cabeça, e não sei responder o porquê formou-se tão rápido esta questão no meu pensamento, mas perguntei: “E o Bebê está bem”? A resposta dele foi com mesma rapidez da minha pergunta, e foi a seguinte: “Ela ficou preocupada e tomou um remédio e abortou o bebê”! Confesso que fiquei pasmo com a resposta dele.

Então meu querido companheiro mediante à este acontecimento quero compartilhar com você sobre o assunto “Aborto é pecado?” Vamos analisar o que a palavra de Deus nos diz sobre uma questão extremamente complicada de se entender e explicar, existi alguma situação que o aborto é licito? Vamos ao que interessa.

Aborto

 

O que é Aborto?

Efetuando uma pesquisa no dicionário de língua portuguesa encontrei um significado interessante para a palavra aborto: “Interrupção voluntária ou provocada de uma gravidez; o próprio feto expelido ou retirado antes do tempo normal”.

Aborto é a interrupção à gestação no qual o feto esta sendo gerado dentro do frente de sua mãe. Verifique que o dicionário traz a seguinte afirmação “Interrupção Voluntária”, então abortar é um ato premeditado e de total responsabilidade daquele que efetua tal ação.

Alguns podem perguntar e sobre o aborto involuntário? Sobre o aborto espontâneo achei algo interessante verifique:

“Geralmente, o aborto espontâneo acontece até a 12ª semana de gestação, quando os principais órgãos do bebê estão se desenvolvendo”. Muitas vezes é tão precoce que ocorre antes mesmo da mulher descobrir que está grávida, sendo o único sintoma o atraso na menstruação.

Estima-se que quase 20% das gestações não cheguem ao fim. A causa mais comum é a má formação do feto, ou seja, quando um defeito cromossômico impede o desenvolvimento do bebê. O aborto é a forma do corpo “decidir” por não levar adiante essa gravidez que não se desenvolve como “esperado“.

No aborto espontâneo quem decide é o próprio organismo.

O que a legislação diz sobre o aborto?

Art. 140º Aborto

Quem, por qualquer meio e sem consentimento da mulher grávida, a fizer abortar, é punido com pena de prisão de 2 a 8 anos.

Quem, por qualquer meio e com consentimento da mulher grávida, a fizer abortar, é punido com pena de prisão até 3 anos.

A mulher grávida que der consentimento ao aborto praticado por terceiro, ou que, por facto próprio ou alheio, se fizer abortar, é punida com pena de prisão até 3 anos.

Art. 141º Aborto agravado

Quando do aborto ou dos meios empregados resultar a morte ou uma ofensa à integridade física grave da mulher grávida, os limites da pena aplicável àquele que a fizer abortar são aumentados de um terço.

A agravação é igualmente aplicável ao agente que se dedicar habitualmente à prática de aborto punível nos termos dos nºs 1 ou 2 do artigo anterior ou o realizar com intenção lucrativa.

Art. 142º Interrupção da gravidez não punível

Não é punível a interrupção da gravidez efetuada por médico, ou sob a sua direção, em estabelecimento de saúde oficial ou oficialmente reconhecido e com o consentimento da mulher grávida, quando, segundo o estado dos conhecimentos e da experiência da medicina:

Constituir o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida;

Se mostrar indicada para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida, e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez;

Houver seguros motivos para prever que o nascituro virá a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação, e for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez; ou

Houver sérios indícios de que a gravidez resultou de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual, e for realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez.

A verificação das circunstâncias que tornam não punível a interrupção da gravidez é certificada em atestado médico, escrito e assinado antes da intervenção por médico diferente daquele por quem, ou sob cuja direção, a interrupção é realizada.

O consentimento é prestado:

Em documento assinado pela mulher grávida ou a seu rogo e, sempre que possível, com a antecedência mínima de 3 dias relativamente à data da intervenção; ou

No caso de a mulher grávida ser menor de 16 anos ou psiquicamente incapaz, respectiva e sucessivamente, conforme os casos, pelo representante legal, por ascendente ou descendente ou, na sua falta, por quaisquer parentes da linha colateral.

Se não for possível obter o consentimento nos termos do número anterior e a efetivação da interrupção da gravidez se revestir de urgência, o médico decide em consciência face à situação, socorrendo-se, sempre que possível, do parecer de outros médicos.

O que a Bíblia diz sobre Aborto?

Fazendo algumas pesquisas no livro sagrado não encontrei algo relacionado diretamente a esse assunto, não existe um texto ou versículo bíblico que proíba ou oriente-nos sobre o ato de abortar.

Alguma menção bíblica direta ou um pouco indireta que encontrei foi em Êxodo 21:23; “Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes.

Mas se houver morte, então darás vida por vida”. Se alguém ferir uma mulher grávida e esta veio a abortar não havendo danos a saúde ou a vida de ambos (mulher e criança), este que feriu será julgado pelo marido e Juiz, porém havendo morte a condenação era de morte.

O que podemos afirmar que Deus é criador do universo e dos seres humanos, Este deu a vida a todos os seres viventes, e apenas Ele pode tirar a vida que foi dada. O quinto mandamento bíblico nos proíbe de matar, tradando-se do assunto aborto, podemos afirmar que é um assassinato doloso, quando existe a intenção de levar a óbito.

Conclusão

Após verificar a bíblia e a legislação brasileira qual a conclusão que chegamos? Como podemos orientar e defender a vida daqueles que se quer sabem o perigo que estão correndo?

Sobre o artigo 142 da legislação que defende causas de aborto não punível por poder público, esta nos revela que no caso de incesto e mal formação do feto, hoje esses casos são cerca de 2% , levando em consideração que 98% dos abortos no brasil são feitos por: Insatisfação com o corpo, sexo sem camisa causando a gravidez.

Existe um caso de uma mulher que conseguiu o aborto de maneira legal afirmando que havia sido estuprada, anos depois da decisão do juiz essa afirmou que não queria o filho e que o mesmo foi concebido em um momento de bebedeira e drogas.

Existe um caso real e dramático que vou deixar para nossa reflexão;

“Estou farta. Não quero mais ficar grávida”, diz, entre lágrimas, Lisa Francesca Nand, pouco  depois de saber que havia sofrido outro aborto espontâneo. Seu quinto. “Estou grávida, mas não estou. Somente quero voltar a ser normal”.

Falar sobre a perda de um bebê segue sendo um tabu cultural em muitas sociedades.

“Comecei a gravar o documentário porque ninguém quer falar sobre isso. Quero que as pessoas saibam que não são as únicas a passar por essa dor, que não estão sozinhas”.

Segundo a ONG Associação Britânica de Abortos Espontâneos, um em cada quatro casos de gravidez termina em aborto espontâneo.

“Um dia estava grávida e fazia planos para o futuro, pensando em me tornar uma mãe. De repente, em uma questão de horas, isso já não iria acontecer mais. É desesperador”, explica Nand.

A mulher conta que, em um dos abortos que sofreu, voltou para casa com o feto ainda em seu ventre. “Tive que viver uma semana com o bebê morto dentro de mim até que saísse. Depois, sangrei por pelo menos mais seis semanas”.

Para muitas mulheres que passam pela condição, outro trauma é a visão do feto fora do corpo, seja em casa ou no hospital. Além disso, o organismo feminino pode seguir “pensando” estar grávido por várias semanas depois de um aborto espontâneo. Sintomas de gravidez como a barriga inchada, podem persistir mesmo depois de o feto ter saído do corpo da mãe.

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