Cosme e Damião, Padroeira do Brasil (Nossa Senhora Aparecida ou deles)?

Padroeira do Brasil

Graça e paz, que Deus venha iluminar sua vida na leitura deste artigo, te ajudar a compreender o assunto e desenvolver da melhor maneira possível em sua vida.

Quando era pequeno esperava com muita ansiedade pelo mês de setembro e outubro, pois neste é comemorado o dia das crianças e com isso tínhamos as ofertas de Cosme e Damião: “baladas e doces de graça”? Que tipo de criança que recusam doces e balas? Que eu conheça nenhuma!

Como era uma criança normal amava doces, nesta época do ano comia muito até a barriga doer. Hoje conhecendo a palavra e o evangelho de Cristo, compreendo que precisamos verificar detalhes, no que diz respeito às festas comemoradas em outubro precisam ser bem analisadas, algumas respostas precisam ser respondidas, tais como: Cosme e Damião, quem era? Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira do Brasil – Dia das Crianças, quem foi? O que se trata essas comemorações? Entre outras perguntas que vamos responder aqui.

Quem foi Cosme e Damião?

O culto aos dois irmãos é muito antigo, havendo registros sobre eles, datados desde o século V, que relatam a existência, em certas igrejas, de um óleo santo, que lhes levava o nome, que tinha o poder de curar doenças e dar filhos às mulheres estéreis.

Seu culto já estava estabilizado no Mediterrâneo no século V. Alguns grupos não acreditam que Cosme e Damião existiram de fato. Eles seriam apenas a versão cristã da lenda dos filhos gêmeos de Zeus, Castor e Pólux. Realmente há uma grande possibilidade de haver um sincretismo e uma adaptação do costume pagão.

Relação com o Candomblé

No Brasil, em 1535, a igreja de Igarassu, em Pernambuco, consagrou Cosme e Damião como padroeiros. No dia 27 de setembro, quando é realizada a festa aos santos gêmeos, as igrejas e os templos das religiões afro-brasileiras são enfeitados com bandeirolas e alegres desenhos. No Candomblé, é comemorado no dia 27 de setembro, e são associados aos ibejis, gêmeos amigos das crianças que teriam a capacidade de agilizar qualquer pedido que lhes fosse feito em troca de doces e guloseimas. O nome Cosme significa ” o enfeitado” e Damião, “o popular”. São cultuados pelo Candomblé, Batuque, Xangô do Nordeste, Xambá e pelos centros de Umbanda onde fazem festas para as crianças com farta distribuição de doces e brinquedos.

Quem Foi Nossa ou deles Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil?

“Um dos acontecimentos mais importantes ligados à imagem foi a rápida expansão do culto no meio popular. Esse culto nasceu e cresceu com o povo. O fator que mais influenciou a sua rápida difusão foi a mensagem espiritual encontrada junto à imagem (…) Alegria e paz eram frutos da conversão operada em suas vidas pela intercessão da Senhora Aparecida. Formou-se a religiosidade de um povo que, invocando-a, sentiu que a chama da sua fé, à semelhança da chama das velas do primitivo oratório, sempre se reacendia novamente com as graças e os dons recebidos” Assim M expressa o padre Júlio J.

Brustoloni em seu livro História da Nossa Senhora da Conceição Aparecida (p. 115), apresentando a imagem, uma escultura de aproximadamente 40 centímetros de altura em cerâmica, pesando 4,5 quilos (sem o manto e a coroa), resultado de um trabalho em “barro cinza-claro”, encontrado abundantemente na região.

Observa-se que a devoção à Santa coloca o seu culto em pé de igualdade com a adoração a Jesus, até mesmo considerando-a capaz de operar a salvação das almas e perdoar pecados: “aquela mulher que esmagou com sua descendência a cabeça do demônio, e que, por vontade de Deus, foi colocada em nosso caminho de salvação para interceder por nós” (Pé Júlio Brustoloni).

Com essa afirmação percebe-se como está sendo distorcida a verdade da Bíblia que recomenda culto exclusivamente a Deus (Mt 4.10b), e coloca Jesus como único intermediário entre Deus e os homens ( I Tm 2.5-6; I Jo 2.1-2).

A imagem permaneceu exatamente como foi encontrada até 1946, período em que se realizaram apenas manutenções de rotina no cuidado com a valiosa peça. Até aquela época, não possuía a parte lateral dos cabelos, “que desciam até os ombros e estava desprovida de suas cores originais”.

Em 1967, a estatueta passou por acurado exame comandado pelo Dr. Pedro de Oliveira que constatou, por uma esfoladura no cabelo, tratar-se da confecção em argila cinza-claro. Em 978, um “fanático” enraivecido e .conformado com o culto idolatra, invadiu a igreja e espatifou a santa no chão, permitindo os técnicos do MASP – Museu de Artes de São Paulo, um exame minucioso do material enquanto colavam os fragmentos.

A conclusão é de que ela teria sido esculpida na primeira metade do século dezessete e, seguramente, produto das mãos de artífice paulista, resultado observado pela cor e qualidade do barro e pelo estilo da escultura. O escultor, segundo o pesquisador Dr. Pedro de Oliveira, teria sido um discípulo do artífice beneditino Frei Agostinho da Piedade, paulista e mestre em arte erudita. Entretanto, outros estudiosos concluíram que o autor foi o próprio Agostinho, após análises do estilo (por volta de 1650), obra oriunda do mosteiro beneditino de Santana de Parnaíba, São Paulo

Aparição da Aparecida. Seria cômico se não fosse trágico.

Há diversas afirmações sobre os motivos do aparecimento da imagem no rio Paraíba. Um dos estudiosos da questão, Gilberto Aparecido Angelozzi, autor do livro Aparecida Senhora dos Esquecidos, expõe suas opiniões. Partindo-se do princípio de que Conceição Aparecida foi realmente encontrada no rio, transcrevemos as idéias desse pesquisador, publicadas à página 19 da revista Defesa da Fé.

A imagem teria sido jogada no rio por famílias que se instalaram no Vale do Paraíba. Talvez pelos bandeirantes, que carregavam imagens de Maria em suas viagens; ou pelos missionários carmelitas, franciscanos e jesuítas que passaram pela região. Algum comerciante ou vendedor ambulante pode tê-la jogado no rio após quebrar-se em sua bagagem; poderia fazer parte de um oratório familiar e, por ter se quebrado, foi lançada no rio. Há também as hipóteses de que escravos negros, associando a imagem a algum orixá das águas, atirou-a no rio para alcançar alguma graça, principalmente riquezas, ouro ou pedras preciosas.

Poderia ser também um pedido relacionado à saúde, buscando cura para alguma doença. Outras duas teorias, envolvendo indígenas, completam as hipóteses: a da Cobra Norato, um animal grande e terrível que vivia nas águas do rio. À noite, transformava-se numa jovem dançarina, que saía bailando com as moças da região. Alguém, para acabar com a crendice, jogou a imagem no rio, prometendo que a cobra desapareceria. A outra lenda refere-se também a uma enorme serpente, vencida numa luta por alguém que a enfrentou jogando a imagem da Imaculada Conceição nas águas.

Oficialmente, a igreja Católica não se pronunciou sobre em que circunstâncias a imagem apareceu no rio, mas aceita a versão histórica do achado e a tem registrada no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida.

A PADROEIRA

Apesar da adoração secular, a Senhora Aparecida só se tornou oficialmente padroeira dos católicos brasileiros em 31 de maio de 1931, através de proclamação solene ocorrida no Rio de Janeiro, quando a imagem recebeu saudação apoteótica, tanto do povo como das autoridades, tendo sua representação máxima na pessoa do presidente Getúlio Vargas. Antes de

Aparecida, o padroeiro dos católicos do Brasil era São Pedro de Alcântara, um nobre espanhol canonizado santo e que fazia parte da família real quando a Espanha reinava sobre Portugal. A ideia de um santo europeu como padroeiro não agradava o clero brasileiro, que resolveu nomear outro santo para o cargo. Na época, havia diversos candidatos, como a Senhora de Nazaré, Senhora da Penha e Senhor do Bomfim, largamente cultuados, mas sem o apelo popular suficiente, condições só reuni das em Aparecida, que foi unanimemente escolhida como representante máxima dos católicos do Brasil junto ao trono do Criador.

Em 1929, o Episcopado pediu ao papa Pio XI n declaração oficial da santa como padroeira do Brasil, solicitação só atendida em 16 de julho de 1930, quando se marcaram a proclamação solene para 31 de maio de 1931, data que passou a ser festejada como Dia da Padroeira, anteriormente comemorado em 8 de dezembro. O dia 12 de outubro só foi fixado em 1955, na Assembleia Geral da CNBB, ficando o mês de maio como o mês de Maria e da família, encerrado com procissão solene no dia 31.

Quais os males dessas festas?

Grande parte das festas brasileiras está contaminada pela sua matriz cultural, formada a partir da amálgama do catolicismo dos portugueses com o animismo e xamanismo indígenas e pelas práticas espíritas africanas. Não basta ao convertido renunciar pessoalmente os males de sua cultura; é preciso que a igreja inteira se empenhe na sua eliminação.

O que o cristão deve fazer, à luz da Bíblia, em relação à essa idolatria, à feitiçaria descarada, e com o ocultismo pérfido e obsceno propagado em diversas festas brasileiras? Disfarçados de folclore e rito religioso, esses pecados agem como parasitas no coração do homem e multiplicam-se feito ervam daninhas, provocando um efeito devastador na cultura.

Alguns versículos que nos orienta sobre os atos que são praticados nos rituais dessas festas e o mal que nos faz:

Adoração a outros deuses: “Não terás outros deuses diante de mim”. Êxodo 20:3

Comidas oferecidas: “Mas que digo? Que o ídolo é alguma coisa? Ou que o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios; não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios. Ou irritaremos o Senhor? Somos nós mais fortes do que ele? Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas edificam”.  I Coríntios 10:19-23.

 

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