Teologia da Prosperidade – Roubo ou Benção?

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Se você ligar sua televisão, agora mesmo, provavelmente encontrará, em determinados canais, um “TelePastor” pregando uma tele mensagem muito parecida com esta: “Deus quer que seus filhos tenham os melhores empregos, comam a melhor comida, vistam-se das melhores e mais caras roupas, dirijam os melhores automóveis e tenham o melhor que rei, que é Deus, o dono do ouro e da prata, então, por que passar dificuldades? Aproprie-se agora de sua benção! Vivam o melhor dessa terra.

Essa mensagem pertence a muitos bispos, apóstolos e pastores brasileiros, divulgadores da famigerada “Teologia da prosperidade”. Eles alardeiam, pelos púlpitos, que você nasceu para vencer, que é cabeça e não calda e que precisa tomar posse da sua benção. Seria esse o evangelho de Jesus Cristo? Teria Jesus anunciado um “evangelho da prosperidade”? Visando responder a essas perguntas e outras questões, analisaremos, neste artigo, a “Teologia da Prosperidade” sob a ótica das Escrituras.

Teologia da Prosperidade - Roubo ou Benção

Conhecendo essa Teologia: O que é teologia da prosperidade?

Basicamente, é o ensino que afirma ser a prosperidade financeira um direito do cristão, pois este é filho de Deus, o dono de toda a riqueza. Esse ensino é muito comum no Brasil, mas teve sua origem nos Estados Unidos, como um desdobramento da doutrina de “confissão positiva”, cujo originador foi o evangelista William Kenyon e cujo principal divulgador foi o pregador norte-americano Kenneth Hagin.

A teologia da prosperidade não é uma doutrina uniforme, o que dificulta nosso trabalho de estuda-la. Entretanto, ao analisa-la, percebemos que há três ensinos centrais que definem muito bem, estes ensinos; Vejamos!

1 – Só recebe quem dá.

Um dos ensinos centrais da Teologia da prosperidade é regra: Quanto mais dinheiro damos à igreja, mais recebemos de Deus, com sua base em Malaquias 3:10, os lideres evangélicos dizem que, se devolvemos nosso dízimo a Deus, ele tem obrigação de nos abençoar financeiramente.

De igual forma, os arautos do evangelho da prosperidade fazem uso de II Coríntios 9:6 para comprovar esse ensino equivocado. Neste texto, Paulo diz: E digo isto: Que o que semeia pouco, pouco também ceifará; e o que semeia em abundância, em abundância ceifará”. Isso significa que quem dá muito dinheiro à igreja muito receberá de Deus.

Fica claro, portanto que, nas igrejas que adotam a Teologia da prosperidade, o relacionamento do fiel com Deus baseia-se na barganha. Você recebe se, primeiro, doar; colhe se plantar. No modo de entender dos defensores da Teologia da Prosperidade, se você deu o dizimo, podem exigir de Deus riquezas; se ofertou dinheiro, ele terá que lhe devolver em dobro.

2 – Sinal de Fidelidade.

Outro ensino fundamental da Teologia da Prosperidade é de que dinheiro conquista e bens são amostras de que o crente desfruta de um bom relacionamento com Deus. Crente fiel a Deus é crente saudável, com muito dinheiro no bolso, com casas e automóveis caros.

Essas bênçãos financeiras são vistas como um sinal de uma vida cristã vitoriosa, isso se comprovaria na vida de Abraão, Davi, Salomão e Jó, que eram riquíssimos, dizem os evangelistas da prosperidade.

Seguindo essa lógica, se o crente não desfruta de todas essas benesses não está nada bem aos olhos de Deus: Provavelmente, está contribuindo muito pouco, esta em pecado, tem pouca ou tem dado lugar ao Diabo.

No último caso, se o diabo estiver emperrando a prosperidade, é preciso “amarrá-lo” ou exigir: “tire as mãos do meu dinheiro!”. Nessa teologia, portanto, pobreza é sinônimo de maldição, fracasso e mediocridade.

3 – Direito do Crente.

O terceiro ensino central da Teologia da Prosperidade é de que o crente tem o direito de desfrutar de muito dinheiro, bens e conquistas financeiras em abundância. Ora, se somos filhos do rei, dizem os adeptos do evangelho da prosperidade, então possuímos não apenas o privilégio, mas, sobretudo, o dever de sermos prósperos. Esse não é só um privilégio; é um direito do cristão, afirmam assim. Por isso, o crente pode exigir de Deus.

Essa é razão ela qual é tão comum, em igrejas que assumem a Teologia da Prosperidade, ver crentes “tomando posse da benção”, apropriando-se do que querem e “exigindo de Deus suas bênçãos”. Em tais igrejas, Deus é visto como uma Marionete que pode ser manobrada pelos crentes. Eles exigem, e ele tem que dar; eles o colocam contra a parede, e ele não tem alternativa, a não ser abençoa-los. Tudo isso porque entendem que o crente está destinado a ser próspero saudável e feliz neste mundo.

Conclusão.

Deus é divino, sobrenatural, soberano, onipotente, onisciente, e não precisa de dinheiro de ninguém para ser Deus, porém sua casa precisa de sustentada, mas, isso não significa que devemos fazer trocas com Deus. Dizimo é mandamento são apenas 10% do seu salário, Deus não pede nada mais que isso, porém sendo feita essa devolução já significa ser grato a Deus, pelos os 90% que servirá para pagamento de contas e suprir seu lar.

Vender sua casa, carro, fazer empréstimo bancários para oferta ao Senhor é loucura e Deus não se agrada nisso.

“Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. Filipenses 4:11-13.

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2 Comentários

  1. Christiano Junio Amaral disse:

    Infelizmente, todos só querem as bençãos daqui da terra, e não a grande benção que é a salvação pra eternidade. O melhor é acordar cedo, trabalhar duro e com inteligência, ser honesto. Claro devolver o dízimo na casa do Senhor. O resto lhe será acrescentado. Sem Deus nem levantamos da cama de manhã cedo. Mas se ele me der saúde, pode deixar que eu ganho o dinheiro.