3 Mentiras da Maldição hereditária. Você pode ser alvo.

Há, na sua família, casos de câncer, pobreza, alcoolismo, alergia, doenças do coração, diabetes, perturbações mentais e emocionais, abusos sexuais, obesidade, adultério, gravidez na adolescência, pornografia, depressão, divorcio? Segundo os defensores da doutrina da Quebra de Maldições, essas e outras situações são resultados dos pecados herdados de pais, avós, bisavós, etc., ou de palavras malditas e até mesmo de um nome maldito.

Neste artigo, analisaremos biblicamente essa doutrina divulgada fortemente nos meios de comunicação e presente em muitas igrejas, que se aproveitam da fragilidade de muitos crentes para impor-lhes pavor e confusão, ensinando-lhes que podem estar debaixo de Maldições Hereditárias que precisam ser quebradas.

A doutrina de maldições faz parte do pacote da teologia da confissão positiva, Teologia da Prosperidade, que entre outras coisas, além de ensinar sobre a Maldição Hereditária, conhecida também como maldição de família ou pecado de geração, também ensina que a maldição pode ser resultado das palavras recebidas ou até mesmo dos nomes adquiridos pelas pessoas crentes ou não. Vamos ver resumidamente, três pontos principais dessa doutrina.

3 Mentiras da Maldição hereditária. Você pode ser alvo.

1 – A Maldição Hereditária.

Os defensores da Maldição Hereditária ensinam que todo tipo de sofrimento é herdado de pai para filho. Segundo eles, A Maldição é a autorização dada ao diabo por alguém que exerce autoridade sobre outrem, para causar dano à vida do amaldiçoado.

Levando-as viver completamente fora dos propósitos de Deus. Assim, faz-se necessário uma pessoa ou até uma equipe de especialista para quebras a Maldição Hereditária.

O principal texto bíblico em que fundamentam essa doutrina é Êxodo 20.5-6, que diz; “Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos”. Outros textos também usados para defender essa ideia são: Levíticos 26.36, Números 14.18 e Deuteronômio 30.19.

Argumento Bíblico contra a Maldição Hereditária

Os defensores da Maldição Hereditária erram, quando interpretam literalmente Êxodo 20.5-6, uma vez que, se i sentido desse texto fosse literal, implicaria uma contradição gravíssima em relação ao restante da Bíblia, em que temos a doutrina do livre arbítrio apresentada com clareza. Se Deus abençoa até a milésima geração, parece que a milésima primeira geração a existir já estaria condenada; assim, também, se Maldição Hereditária alcança até a quarta geração, a quinta estará livre.

O que esse texto realmente quer dizer? Pois bem, uma vez que os filhos demonstravam grande respeito por seus pais, seguindo seus exemplos, os pais que praticassem o pecado da idolatria, por exemplo, veriam a desgraça alcançar seus descendentes, que provavelmente, enveredariam pelo mesmo caminho. Então, Deus visitaria com Juízo os descentes de homens ímpios, descendentes esses que, à semelhança de seus pais, aborreciam a Deus. Não podemos negar essa influência dos pais no filho; cada pessoa, porém, usa o livre arbítrio que recebeu de Deus para decidir o que fazer.

2 – As palavras malditas.

Os mesmos que acreditam na doutrina da Maldição Hereditária também afirmam o poder das palavras, principalmente com base em Tiago 3.8-10; “Mas nenhum homem pode domar a língua. É um mal que não se pode refrear; está cheia de peçonha mortal. Com ela bendizemos a Deus e Pai, e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus. De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim”. A intenção dada por eles a esse texto é a de que as palavras podem desencadear a maldição sobre a vida do individuo, famílias e até nações.

De acordo com essa crença, as palavras de maldição são sentenças lançadas sobre uma pessoa ou sobre algo, que de forma intencional ou não, podem causar prejuízo em vários aspectos: sentimentais, profissionais, financeiros, entre tantos outros.

Isso acontece porque Deus deu ao homem autoridade nas suas palavras, que lhe permite abençoar ou amaldiçoar. Segundo os defensores dessa crença, isso funciona da seguinte maneira: as palavras que saem da nossa boca, boas ou más, acionam o mundo espiritual para a realização de lago físico ou natural, sendo assim, tudo que falamos é mateira – prima para o mundo espiritual e lhe concede legalidade para usar nossas palavras, que ficam registradas, à disposição dos demônios. Por isso, devem ser canceladas no mundo espiritual. E como isso pode ser feito? Por meios de orações que possam ser ouvidas pelo mundo espiritual, por meio de cura interior e libertação. Dessa foram, cancelamos toda a legalidade do diabo para agir contra nossas vidas ou contra a vida dos outros.

Argumento Bíblico contra as palavras Malditas

Uma jovem pode repetir o mau caráter da mãe, só porque ouviu: “Quando você crescer vai ser igual a sua mãe”? Um filho pode mesmo não dar em nada, só porque ouviu várias vezes, da boca do pai: “Você não vai dar em nada!”? Se não forem quebradas, essas palavras de maldição se cumprirão plenamente? Se as palavras negativas de maldição e cumprem, as positivas não deveriam também se cumprir? Afinal, as palavras que tem poder criativo são as pronunciadas por Deus. Genesis 1.1-20.

É claro que o crente deve zelar pelo falar. A Bíblia não é a favor da linguagem intemperante e precipitada. Porém, afirmar que as palavras humanas podem por si mesmas, determinar o sucesso ou o fracasso de alguém é ignorar o ensino bíblico. Em Tiago 3.8-10, o público alvo do escritor são os mestres, veja o verso 1, cuja principal ferramenta de trabalho é a língua. A ideia do apostolo é alerta-los a ensinar a palavra de Deus de forma correta, a fim de que os ouvintes, ao praticarem o que aprendiam, fossem abençoados e não amaldiçoados.

“Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte”. Romanos 8.1-2.

3 – Os Nomes Malditos

Outro ensinamento que aflige e preocupa muitos crentes no que diz respeito à Maldição Hereditária é dos nomes malditos. Esse falso ensinamento diz que, dependendo do nome que a pessoa recebe, pode ser atingida por maldições, sendo que seu caráter e seu futuro dependerão de suas escolhas pessoais, mas unicamente do seu nome.

Segundo essas doutrinas existem nomes próprios carregados de maldições, que já trazem prognósticos negativos, por isso não convém dar aos nossos filhos nomes que tenham conotação negativa, que expressem derrota, tristeza, dureza: ou de origem ou significados desconhecidos. Para os que afirmam essa crença os fracassos espirituais, financeiros, profissionais e tantos outros causados pelo nome maldito só podem ser interrompidos se a Maldição Hereditária for quebrada.

Argumento Bíblico contra os nomes Malditos

Não há referencia bíblica alguma sobre o ensino da maldição no nome. Se o nome é garantia de sucesso, porque personagens com bons nomes fracassaram? Veja o caso de Abias (Jeová é pai), Absalão (Pai da paz), Judas (Louvor). Todos esses, apesar de seus bons nomes, se corromperam.

Por outro lado, personagens com nomes de significados ruins alcançaram aprovação de Deus: Paulo (Pequeno), Epafrodito (encantador), Apolo (Destruidor), Filipe (Amigo de cavalos), Tiago (Enganador). Esses exemplos comprovam que o nome não faz o homem. Caso contrário, as penitenciárias não estariam lotadas de pessoas com nomes bíblicos, tais como Matheus, Marcos, Lucas, João, Davi e Samuel.

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