4 Lições da vida de Abraão

Graça e Paz, vamos analisar neste artigo a vida de nosso maior patriarca, iremos aprende com suas atitudes, analisaremos a vida de Abraão o Pai da Fé.

Por meio de uma escolha soberana, Deus seleciona Abraão e decide que faria nascer dele uma grande nação. Essa seria separada para Deus, seria uma nação santa, escolhida para uma finalidade determinada. Como qualquer pessoa, ele teve altos e baixos em sua trajetória espiritual.

O diferencial é que ele se colocou inteiramente à disposição de Deus. Querido leitor, vamos observar o desenrolar da história desse patriarca destacado como Pai da Fé e amigo de Deus, tão conhecida por todos nós, pois ainda tem muito a nos ensinar sobre como alcançar êxito espiritual. Faça um proposito de ingressar na escola da fé e aprender com um dos melhores alunos que por ela passou e foi por Deus aprovado.

Deus fez a promessa a Abraão de que ele seria pai de muitos filhos. Entretanto, sua esposa, Sarai era estéril. Sarai, analisando apenas sob a perspectiva humana, verificou sua limitação física e, provavelmente, confrontada pelo padrão social da época, segundo o qual uma mulher era honrada através da geração de filho, sentiu-se frustrada e envergonhada.

Isso incentivou a providenciar meios alternativos para ter um filho. Mesmo sem a aprovação de Deus, seu esposo concordou em ter um filho com a serva Agar. Eles tiveram Ismael, cujo nascimento gerou muitas discórdias e desgostos a todos os envolvidos. Entretanto, Abrão estava apenas iniciando sua carreira na escola da Fé. Dali para frente, ele ainda aprenderia muito com o Senhor.

4 Lições da vida de Abraão

Com Abraão aprendemos a ser paciente

Quando Abraão tinha noventa e nove anos, mais de vinte anos depois de receber a promessa de Deus, o Senhor, por sua infinita misericórdia, lembra a promessa. Não nos parece muito coerente que um homem nessa idade seja o fecundo pai de uma multidão.

Por ser isso naturalmente improvável, Deus se apresenta a Abrão como o Deus Todo Poderoso, porque ele precisava crer que o Senhor era suficiente para garantir o pacto e cumprir o que prometera, e que, para ele, não haveria nenhuma limitação ou empecilho. Abrão precisava continuar acreditando na promessa de Deus.

Deus reitera a promessa para ambos e muda-lhes os nomes para Abraão e Sara, não porque os novos nomes tivessem significado em si, mas porque queria fazer um novo pacto e mostrar que a promessa era para os dois, nessa nova aliança, Deus mostra que havia duas partes: “A parte dEle, e as incumbências de Abraão (Genesis 17.4-8).

Deus pede que todos da casa de seu servo sejam circuncidados, num ato de devoção a ele. Então, Abraão e os seus obedecem, sendo, assim, caracterizados como um povo santo, diferenciado para Deus. Um ano depois desse acontecimento, Abraão aprenderia que vale a pena esperar, ser paciente, pois Deus cumpre o que diz!

Com Abraão aprendemos a ser confiante

A promessa é aparentemente absurda apenas para nós. Abraão prostrou-se e riu (Genesis 17.17). Alguns estudiosos dizem que seu riso foi de alegria, no entanto, pelos versículos seguintes, verifica-se o lapso de fé de Abraão, que riu pelo mesmo motivo que Sara riria mais adiante (Genesis 18.12).

Riu por incredulidade, ele menciona a idade avançada de ambos e sugere que Ismael seja herdeiro. A sua incredulidade limitava suas expectativas. Então Deus, que é infinitamente mais poderoso do que imaginamos, devolve-lhe a esperança que fora abatida pelas contingências (pela idade, pela esterilidade e pela demora) e afirma: “E disse Deus: Na verdade, Sara tua mulher, te dará um filho, e chamarás o seu nome Isaque, e com ele estabelecerei a minha aliança, por aliança perpétua para a sua descendência depois dele”. (Genesis 17.19).

O menino deveria chamar-se Isaque. Esse nome, que significa “ele ri”, provavelmente se tornaria um memorial de que, mesmo em meio à incredulidade humana, não há nada demasiadamente difícil para o nosso Deus. No versículo 21 do capitulo 17 de Genesis, Deus coloca um prazo para o cumprimento da promessa: no período de um ano, Isaque finalmente nasceria. A vontade soberana de Deus se mostra determinante, tudo tem seu tempo determinado, e quem determina o tempo certo sempre é Deus.

Com Abraão aprendemos a ter comunhão

Abraão recebe uma visita nada usual: Deus e dois anjos. O patriarca, como um bom hospitaleiro, recebe-os de forma solicita, proporcionando-lhes descanso, água para lavar os pés e alimento. Esse tratamento com os visitantes era um costume que tinha o intuito de tornar possíveis inimigos em amigos, tal atitude de Abraão revela por que ele fora chamado, posteriormente de amigo de Deus. Ele estava aprendendo a ter um relacionamento intimo com Deus, através do qual ele podia ter a revelação dos planos do Senhor, além de demonstra um caráter de humanidade e generosidade, que sempre são recompensados.

Na escola da fé, além de ter comunhão com Deus, no capitulo 18 de Genesis, versículos do 17 ao 33, Abraão demonstrou ter também comunhão com outras pessoas. Nessa visita divina, o patriarca pode exercitar mais uma característica apreciada por Deus, o altruísmo, por meio da oração intercessora de amor e preocupação pelo justo que moravam em Sodoma e Gomorra.

Neste episódio (Genesis 18.22; 19.29), o patriarca teve o privilégio de aprender sobre o caráter de Deus. Aprendeu que Deus está sempre pronto a perdoar e que sua misericórdia é infinita.

Com Abraão aprendemos a ser obediente

Abraão crescia no processo de aprendizado; contudo, ainda teve vários deslizes. Por exemplo: foi repreendido de seu erro por um ímpio, Abimeleque, sendo alertado por Deus de que pecara, ao tomar Sara para fazer parte do seu harém (Genesis 20.2). Devido a uma meia verdade dita por Abraão, repreende o reincidente (Genesis 20.9-10); ou mesmo quando permite discórdia em seu lar, incentivadas por um erro do passado. Sua passividade e sua aprovação do pecado resultaram no penoso afastamento do seu também amado filho Ismael.

Abraão havia aprendido muito com seus erros e acertos. Já havia recebido a benção pela qual tanto esperar, o filho da promessa, por meio de um milagre divino (Genesis 21.2). Passou pela escola da vida. Porem, ainda lhe restava à prova final, que seria a mais dura pela qual teria de passar: Oferecer seu próprio filho. Se passasse em mais este teste, estaria aprovado na escola da fé. A palavra provar (Genesis 22.1), hebraico, significa que ele teria de passar por um teste que revelaria sua fé em Deus. O Senhor queria provas de obediência absoluta e fé incontestável.

Deus tem prazer em nos ver passar vitoriosos pelas provações. Ele não nos prova simplesmente para nos ver fracassar, mas nos prepara para sermos aprovados. Abraão vivenciara um grande crescimento espiritual. Ele tinha sua casa em harmonia, tinha paz com seus vizinhos, tinha prosperidade e seu tão querido filho era razão de alegria no lar. Ele reconhecia o agir de Deus em sua vida, e se sentia amado. Então, o texto nos diz: “E ACONTECEU depois destas coisas, que provou Deus a Abraão, e disse-lhe: Abraão! E ele disse: Eis-me aqui” (Genesis 22.1), pôs Deus Abraão à prova. Deus queria aquele que era o motivo de toda a sua alegria, aquele que o enchia de orgulho, o filho da promessa. Na escola da fé, Abraão foi aprovado, pois não negou e temeu, apenas obedeceu.

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