Apocalipse o Livro da Revelação

“Revelação de Jesus Cristo, a qual Deus lhe deu, para mostrar aos seus servos as coisas que brevemente devem acontecer; e pelo seu anjo as enviou, e as notificou a João seu servo”. (Apocalipse 1.1)

O livro de Apocalipse é surpreendente e enigmático. Será alvo do nosso Artigo. Tem como foco principal não trazer medo, mas dar esperança aos cristãos, ao narrar o desfecho final da presente história e o estabelecimento final do reino de Deus. Nele, a igreja aparece como vitima de terrível perseguição, mas também como detentora de inestimável vitória. Em apocalipse, Cristo vence o mal, definitivamente.

Apocalipse é um livro sobre Jesus e sua igreja. Sua mensagem não é destinada somente aos cristãos de antigamente, mas aos de todos os tempos. O livro é tão abrangente quanto Romanos, tão glorioso quanto Efésios, tão prático quanto Tiago e tão relevante para nossa época quanto qualquer dessas cartas.

Neste artigo vamos nos ater principalmente, no capitulo 1.1-8, e, para uma melhor compreensão do livro, veremos algumas informações sobre seu contexto, o seu tema e a sua estrutura.

Apocalipse o Livro da Revelação

Os contextos de Apocalipse

Temos quatro informações de contexto a serem consideradas. Em primeiro lugar, o nome do livro. As primeiras palavras do Apocalipse são: “Revelação de Jesus Cristo” (Ap 1.1), o nome do livro tem a ver com a palavra “Revelação”, no grego, temos Apokalipsis, que diz respeito ao ato de tirar o véu, expor algo ou tonar conhecidas coisas anteriormente desconhecidas.

No caso, são revelações da palavra de Deus e o testemunho de Jesus Cristo sobre a história humana e seu desfecho. A revelação foi comunicada pela mediação de um anjo.

Em segundo lugar, precisamos considerar o autor do livro, que se identifica como João. Entendemos tratar-se do apóstolo de Jesus Cristo. Ele era tão bem conhecido por seus leitores e sua autoridade espiritual era tão amplamente reconhecida que não precisou apresentar suas credenciais apostólicas. Todos sabiam muito bem quem ele era. Por isso, não é de estranhar que a antiga tradição eclesiástica tenha atribuído a autoria do Apocalipse ao apóstolo João. Foi ele que Jesus, por intermédio de um anjo, revelou os momentos finais da história humana.

Em terceiro lugar, precisamos considerar os destinatários do Apocalipse. Originalmente, o Apocalipse foi escrito para os servos de Deus das setes igrejas da Ásia. Trata-se de sete igrejas reais e históricas. Contudo, sabemos que não existiam apenas sete igrejas na Ásia. As igrejas de Colossos, Hierápolis e Troade também se localizam na Ásia, e não foram citadas. Foi assim para que as sete escolhidas servissem de representantes da igreja toda.

Sete é um numero simbólico, que se repetem várias vezes no Apocalipse. Representa perfeição, plenitude ou totalidade. Isso nos leva a entender que, apesar de os destinatários originais serem sete igrejas reais da Ásia, sua mensagem é para os cristãos de todas as épocas.

Em quarto lugar, precisamos considerar a época do Apocalipse. João se identifica como um companheiro na tribulação, o que sugere que não só ele, mas os cristãos que receberam o Apocalipse não vivam dias fáceis. Mas que época era essa?

A maioria dos estudiosos entende tratar-se da perseguição infligida à igreja pelo imperador romano Dominiciano (81-96 d.C). este foi o primeiro a arrogar para si o título de Senhor de Deus, enquanto ainda estava vivo. Todos os súditos do império deveriam prostrar-se diante dele e prestar-lhe adoração.

Essa é a possível razão por que João diz estar na ilha de Patmos. Para lá eram levados prisioneiros políticos. Ali, perdiam todos os seus direitos civis e toda possessão material. Além disso, eram obrigados a trabalhar nas minas daquela ilha, vestindo-se de trapos. Essa era a condição do apostolo, por voltar do ano 90 d.C. Ele preferiu a prisão a negar sua fé em Cristo. João era servo de Cristo, não de toma. Possivelmente, foi acusado de subversão contra o Estado, por pregar o evangelho e testemunhar do senhorio de Cristo. Mas João não era um agitador.

O Propósito do Apocalipse

O Apocalipse foi escrito num momento em que as circunstâncias eram adversas à igreja de Cristo. Dentro desse contexto, o proposito principal do Apocalipse era dar esperança aos cristãos daquela época e aos cristãos de todos os tempos e lugares que sofrem perseguição por causa da sua fé, de maneira que fossem motivados a perseverar na fé.

Esse propósito está claro já nas primeiras palavras do Apocalipse, que traz uma saudação e uma certeza altamente encorajadoras.

Em primeiro lugar, temos uma saudação encorajadora. Os cristãos são saudados com a graça e a paz, uma saudação não de terror, mas de doçura e encorajamento a uma igreja que passa pelo vale do martírio.

Além disso, a saudação é da parte dos setes espíritos, uma saudação ao Espírito Santo.

A estrutura do Apocalipse

Vimos até aqui, o contexto e o proposito do livro de Apocalipse. Vamos analisar agora, sobre a sua estrutura, antes, precisamos enfatizar que esse livro tem um estilo chamado de Literatura apocalíptica, bastante comum entre os judeus, no primeiro século da era cristã.

Era um tipo de literatura para épocas de perseguição, composta por meio de símbolos, caso do Apocalipse de João, em que temos candeeiros, selos, trombetas, taças, bestas etc. para que esses símbolos? Para que, se o livro chegasse às mãos dos perseguidores, estes não soubessem o seu significado.

Estruturalmente, o Apocalipse é rico em qualidade. Lembra uma arquitetura de finos seguimentos, dando a impressão de ser sistematicamente construído. Suas frases não parecem ser irrefletidas nem suas expressões, aleatórias. É divido em sete blocos, sendo cada bloco composto por sete elementos.

O primeiro bloco vai do capitulo 1 ao 3, aqui, temos as sete igrejas da Ásia Menor: Efésios, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadéfia e Laodiceia.

O Segundo bloco  vais do capitulo 4 ao 8, aqui temos um livro selado com sete selos, inicia-se com uma visão de um trono no céu; depois, temos a descrição do livro selado com sete selos  e a abertura dos dois seis primeiros selos. Nesse bloco, ainda temos a visão dos cento e quarenta e quatro mil selados na Terra e da grande multidão no Céu. O bloco termina com a abertura do sétimo selo.

O terceiro bloco inicia-se no capitulo 8 e termina capitulo 11. Nele temos as setes trombetas em tela, que nos informam sobre os eventos que acontecerão na primeira parte da grande tribulação.

O quarto bloco, que vai do capitulo 12 ao 14, é chamado de as setes vozes celestes. Nele, há uma descrição da tríade do mal, composta por Satanás (o dragão) e duas bestas a seu serviço, que pelejam contra a igreja.

O quinto bloco, que compreende os capítulos 15 e 16, trata das sete taças da ira de Deus, que se referem aos momentos finais da grande tribulação.

O sexto bloco do livro inicia-se no capitulo 17 e vai até o 19, nesses três capítulos, a maior ênfase é dada à grande Babilônia, em contraste com a nova Jerusalém, que representa a igreja de Cristo, em sua exaltação. Essa seção é chamada de as setes cenas do julgamento, pois se repete, por sete vezes, a expressão vi.

O sétimo e ultimo bloco é composto pelo capitulo 20 a 22. Essa sessão é chamada de as setes visões da consumação. Esse trecho do livro narra a derrota de Satanás e suas hostes e mostra a vitória definitiva de Cristo e sua igreja.

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