Você acredita em Apóstolos e Profetas?

As páginas da Escritura enfatizam a importância dos ministérios proféticos e apostólicos. O profeta do Antigo Testamento era uma autoridade oficial, representante de Deus diante do povo. Tal autoridade lhe era concedida mediante o chamado especifico e pessoal da parte do Senhor. Proclamação e predição eram características percebidas em todos os profetas.

Os Apóstolos, do mesmo modo, foram comissionados diretamente por Jesus. Isso ele fez com a doze de seus discípulos. Matias substituiu Judas, Paulo e Barnabé também eram Apóstolos. Eles serviam como embaixadores de Cristo, para proclamar, ensinar e registrar a boa-nova. Mas, nos dias de hoje, será que ainda estão vigentes os ministério Apostólico e Profético? É o que vamos analisar neste artigo.

Os títulos de pastores, presbíteros e diáconos parecem estar ultrapassados, no contexto evangélico de nosso tempo. Muitas igrejas, se não os abandonaram completamente, ao mesmo, os menosprezam.

A moda agora é ser Apóstolo, Paipóstolo, Profeta, querubim, etc. Não basta pregar, tem que profetizar, ainda que a profecia não tenha sentido lógico. Aliás, a profecia, por si só, também não adianta; precisam vir acompanhada dos chamados “atos proféticos”. Como assim? É o que veremos.

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Restauração de Apóstolo e Profetas?

Os ministérios Apostólicos e Proféticos estão em vigor. Assim acreditamos adeptos da chamada Nova Reforma Apostólica, que culminou no movimento apostólico moderno, adotado por várias denominações. Esse movimento acredita que Deus irá restaurar o mundo, antes da segunda vinda de Jesus, dando aos crentes prosperidade e curas, e promover essa restauração através das igrejas que estão sob o modelo Apostólico de governo.

Segundo os defensores da restauração Apostólica e Profética, os ministérios de Apóstolos e Profetas, criados em Efésios 4:11, foram perdidos, durante a existência da igreja; portanto, Deus está restaurando, nestes últimos dias, esses ministérios, concedendo a algumas pessoas, na igreja, o oficio de Apóstolo ou Profeta.

Atos 3:21 é usado para defender essa ideia. Eles afirmam que a restauração de todas as coisas, mencionada no texto, significa a restauração de apóstolos e profetas. Desse modo, essa passagem seria profética para o ressurgimento destes.

Isso, porém, não é tudo, o texto de I Coríntios 12:28 é utilizado para afirmar a vigência dos ministérios Apostólicos e Proféticos. Ele diz que Deus estabeleceu, na igreja; “E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em terceiro doutores, depois milagres, depois dons de curar, socorros, governos, variedades de línguas”. De acordo com os defensores do movimento Apostólico moderno, nesse texto, Paulo não distingue os Apóstolos e os Profetas dos demais ministérios, mas coloca-os na mesma lista, logo, esses ministérios não cessaram.

Quais são os atos Proféticos?

Os defensores dos ministérios Apostólicos e Proféticos simpatizam, também com o chamado “Ato Profético”. Trata-se de uma ação envolta em simbologia, que, supostamente, traria ao mundo físico as realidades espirituais, ou seja, tudo aquilo que o cristão diz ou faz, tem repercussão no mundo espiritual. Assim demarcar territórios, ungir, objetos com óleo, tomar posse de algo que Deus prometeu aos crentes por herança são atos Proféticos.

Os defensores dessa prática utilizam como base textos bíblicos em que Deus ordena aos profetas, no Antigo Testamento, utilizar símbolos para transmitir a sua mensagem os mais citados são o sangue aspergido nos umbrais das portas, na noite da décima praga do Egito (Êxodo 12), a pregação sem roupas de Isaias (Isaias 02:3-4), as setes voltas em torno de Jericó (Hebreus 11:30), a botija de barro quebrada diante do povo (Jeremias 19: 1-11).

No Novo Testamento, Atos 19:11-12 é, também, segundo os defensores do ato, uma prova de que essa prática é permitida: “E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam”. Assim, a prática de utilizar lenços e aventais para a cura seria um ato profético.

O Fim do Ministério Apostólico e Profético

Deus está restaurando os ministérios Apostólico e Profético em nossos dias? Claro que não! Isso porque, tal como os profetas, os apóstolos constituíram um grupo único e exclusivo na historia da igreja, e hoje, não existem mais. Esses homens ajudaram a lançar os alicerces da igreja (Efésios 2:20), e uma vez que estavam prontos, deixaram de ser necessários. Atos 3:21 não favorece a restauração apostólica, pois se refere exclusivamente à volta de Jesus. A restauração, aqui, diz respeito à consumação do reino, a segunda vinda de Cristo.

Para ser Apóstolo, é necessário ter visto Jesus ressurreto e ser por ele comissionado (Atos 1: 21-22). Logo, Paulo foi o último apóstolo, pois foi o último a ver Jesus (1Corintios 15:8). João Batista, por sua vez, foi o último a exercer o ministério Profético. Certamente, outros profetas são mencionados, após João Batista; contudo, não possuíam o mesmo oficio dos profetas do Antigo Testamento, por isso, o texto diz que a Lei os Profetas vigoram até João (Lucas 16:16)

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