2ª Série Atos dos Apóstolos – Como foi a Chegada do poder do Espírito Santo?

Vamos dar continuidade a série de Estudo sobre o livro de Atos. Neste artigo vamos estudar sobre a chegada do Espirito Santo, não vamos explicar o que foi o batismo Espiritual sim as condições dos acontecimentos naquele dia. Vamos lá.

Antes de qualquer coisa não se esqueça de ler toda a serie sobre o livro de Atos

Depois de cinqüenta dias de espera pelo cumprimento da promessa: “Eis que envio sobre vós a promessa de meu Pai; permanecei, pois, na cidade, até que do alto sejais revestidos de poder” (Lc 24:49), aconteceu a descida do Espírito Santo para a igreja. O Pentecostes vinha cinqüenta dias depois da Páscoa, fechando a semana das semanas, após a oferta dos molhos colhidos durante a Festa dos Pães Asmos (Lv 23:15-44).

Para Lucas, essa presença de Deus em Seu poder na comunidade cristã constitui um momento decisivo da vida da comunidade, sendo um dos acontecimentos mais significativos da história sagrada. No Pentecostes, a igreja foi selada com o “Espírito Santo da promessa” (Ei 1:13). A seguir, vamos adotar o esquema de John R.W. Stott na sua obra A Mensagem de Atos.

Quatro perspectivas chegada do poder do espirito santo

chamo os leitores do nosso Blog para um estudo séiro para um estudo sério, sem preconceito, deste capítulo 2 de Atos, que relata a chegada do Espírito Santo à igreja.

O Pentecostes foi o ato final do ministério salvador de Cristo antes da segunda vinda

Ele nasceu conforme nossa humanidade, viveu nossa vida, morreu pelos nossos pecados, ressurgiu dos mortos, ascendeu ao céu e enviou o Seu Espírito aos fiéis para que se constituísse o Seu corpo, que é a igreja. Nesse sentido, o dia de Pentecostes não pode ser repetido.

O Pentecostes trouxe aos apóstolos a ferramenta de que precisavam para exercer o seu papel especial

Cristo lhes havia designado como Suas testemunhas primárias e autorizadas, e prometido o Espírito Santo para lhes ensinar e lhes fazer lembrar dos Seus ensinos. O Pentecostes foi o cumprimento dessa promessa.

 O Pentecostes inaugurou a nova era do Espírito Santo

Embora a Sua vinda tenha sido um acontecimento histórico único e sem repetição, todo o povo de Deus pode agora, sempre, e em qualquer lugar, beneficiar-se do ministério do Espírito Santo.

O Pentecostes tem sido chamado o primeiro “reavivamento”, empregando-se o termo  para descrever uma daquelas visitações de Deus completamente atípicas

É bem possível que não só os fenômenos físicos (At 2:2), mas também a profunda convicção do pecado (At 2:37), os 3 mil conversos (At 2:41) e o sentido de temor que se espalhou (At 2:43) também tenham sido sinais de “reavivamento”.

II – O EVENTO DO PENTECOSTES (At 2:1-13)

A narração de Lucas começa com uma breve referência ao tempo e local da vinda do Espírito Santo. Não sabemos, portanto, se a “casa” do versículo 2 ainda é o cenáculo ou mais um dos muitos salões do templo (Lc 24:53; At 2:46). O tempo do evento é indicado com precisão: “ao cumprir-se o dia de Pentecostes” (At 2:1).

Dois significados

Interessante que a oferta do Pentecostes tinha dois significados: um agrícola e outro histórico.

  1. Significado agrícola: festa da colheita e comemoração da ceifa.
  2. Significado histórico: festa das semanas, porque aconteciam sete semanas ou cinquenta dias após a Páscoa.

Três fenômenos

Sem dúvida alguma, o Pentecostes foi o grande dia quando 3 mil almas foram colhidas para dar início à história da igreja cristã. Lucas registra três fenômenos que distinguem o evento do Pentecostes:

  1. um som;
  2. uma visão;
  3. uma voz estranha (At 2:1-4).

III-A EXPLICAÇÃO DO PENTECOSTES (At 2:14-41)

Pedro, então, explica o que Lucas havia descrito no texto de Atos 2:1-13. O fenômeno extraordinário dos crentes cheios do Espírito Santo, proclamando a grandeza de Deus em línguas estranhas, é o cumprimento da profecia de Joel de que Deus derramaria o Seu Espírito sobre toda a carne (Jl 2:28 a 31). A exposição de Pedro é similar àquilo que os rolos do mar Morto chamam de interpretações de uma passagem do Antigo Testamento, à luz do seu cumprimento. Vamos entender como ele expõe seu sermão.

  1. Pedro começa com as palavras isso é aquilo, ou seja: isso que seus ouvidos testemunharam é aquilo que Joel profetizou.
  2. Pedro, deliberadamente, substituiu o “depois” de Joel por “nos últimos dias”, a fim de enfatizar que, com a vinda do Espírito Santo, chegaram os últimos dias.
  3. Pedro aplica a passagem a Jesus de modo que “o Senhor”, que traz a salvação, já não é javé, aquele abriga os sobreviventes no monte Sião, mas Jesus, que salva do pecado e do julgamento todos os que chamam pelo Seu nome.

IV – OS EFEITOS DO PENTECOSTES (At 2:42-47)

O sermão cristocêntrico de Pedro dá uma linda descrição dos efeitos do Pentecostes na vida da igreja. Analisando o texto deste tópico da lição, vamos anotar quatro efeitos do Pentecostes na vida da igreja.

  1. Uma igreja que gostava de aprender: “perseveravam na doutrina dos apóstolos”.
  2. Uma igreja que amava de verdade: “perseveravam na comunhão”, que era a vida comunitária da igreja.
  3. Uma igreja que adorava: “perseveravam no partir do pão e nas orações”. A comunhão era expressa não somente no cuidado mútuo, mas também no culto conjunto.

4.Uma igreja que evangelizava: “enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Aqueles primeiros cristãos de Jerusalém não estavam preocupados em estudar, compartilhar e adorar a ponto de esquecerem o evangelizar.

CONCLUSÃO

Não pretendemos encerrar este artigo sem dar uma palavra sobre o “dom de línguas”, ou “glossolalia”. Como Lucas vê a glossolalia.

  1. Não era a consequência de uma intoxicação, excesso de vinho.

Pedro é enfático em relação a isso: ” estes homens não estão embriagados, como vindes pensando, sendo esta a hora do dia” (At 2:15).

  1. Não se tratava de um engano ou um milagre de audição.

Lucas afirma: “Cada um os ouvia falar na sua própria língua” (At 2:6,8,11).

  1. Não eram sons incoerentes.
  2. A glossolalia no dia de Pentecostes foi uma habilidade sobrenatural para falar línguas reconhecíveis (idiomas).

Não discutimos aqui a contemporaneidade da glossolalia na vida da igreja. Descrevemos o que aconteceu no dia de Pentecostes, cumprimento da profecia de Joel.

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