Homossexualidade à Luz da Bíblia

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Uma revista publicou: “Ela não quer saber de Ken, o antigo namorado da Barbie, nem de Blaine, o atual. Bobbie, a nova boneca do pedaço, gosta de garotas. Lançada há dois meses nos Estados Unidos, a primeira boneca lésbica do mundo mede cerca de 30 cm e é vendida em três versões” (nota publicada na revista E//e, citado por Vidanet, ano 5 N°. 250).

A homossexualidade é tema constante na mídia (televisão, cinema, teatro, internet, livros, revistas, jornal, boletins, etc.). Seja um governador americano que assume sua relação gay; um país que aprova união civil de homossexuais; a parada gay que reuniu mais de um milhão de pessoas; uma igreja que ordena homossexual ao “ministério”; o entrevistado que afirma: “sou pastor e sou gay”; ou ainda a mulher que deixou marido e filhos para viver com uma “companheira”; enfim, a lista não termina. O tema homossexualidade será abordado em duas lições. Nesta primeira vamos olhar para as Escrituras e entender o que a Bíblia realmente ensina sobre este assunto. Na segunda, trataremos das possíveis causas, conseqüências e da esperança para os que querem deixar a prática homossexual.

 

Breve Panorama Histórico

Foi a partir de 1950 que o “Movimento dos Direitos dos Homossexuais” começou a tentar envolver pessoas para defender e propagar sua bandeira. Atuaram nos diversos meios intelectuais: fóruns políticos, universidades, veículos influentes da opinião pública, etc. Trabalharam junto a muitas igrejas, fazendo “releitura” e “re-interpretação” de textos bíblicos para impor seus valores. Se você quer saber detalhes do chamado “Movimento Gay Cristão”, leia o livro A Operação do Erro, Joe Dallas, São Paulo: Editora Cultura Cristã. Gary Collins lembra que “com a explosão da epidemia de AIDS, a homossexualidade ficou ainda mais em evidência. A controvérsia em torno da homossexualidade logo tomou conta de todos os segmentos da sociedade: os militares, os políticos, o governo, os tribunais, as escolas, os esportes, a ciência, o mundo do entretenimento, os negócios, a mídia e, é claro, a igreja. Várias denominações continuam tendo debates acalorados em torno da ordenação de homossexuais” (Aconselhamento Cristão – Edição Século 21, Edições Vida Nova, p. 328). Entretanto, o que nos interessa nesta lição é saber o que a Bíblia realmente diz sobre a homossexualidade.

 

O que a Bíblia Realmente Diz sobre a Homossexualidade

A homossexualidade é mencionada em sete passagens da Bíblia. Evidentemente, jamais recebe aprovação bíblica, mas também não é caracterizada como o pior de todos os pecados, embora seja classificada, em Levítico 18:22, como uma “abominação” (no hebraico significa algo “detestável, repugnante, odioso, execrável”).

Numa análise e interpretação honesta, vamos considerar estas passagens.

  1. Gênesis 19:1-11 e Juizes 19:22. Muitos dizem que o que Deus puniu no povo de Sodoma e Gomorra foi a quebra da hospitalidade, ou seja, um problema social, e não a ameaça a práticas homossexuais.

Mas este é um argumento totalmente descabido, porque a reação ao pedido dos homens comprova claramente que há uma conotação sexual. Se não fosse assim, Ló não teria dito: “Rogo-vos que não façais mal” (Gn 19:7). O homem em Juizes 19 responde: “Não, irmãos meus, não façais semelhante mal” (Jz 19:23). Estas respostas parecem desnecessárias para quem queria simplesmente quebrar regras de hospitalidade. Além disso, Ló diz logo em seguida: “tenho duas filhas, virgens, eu vo-las trarei; tratai-as como vos parecer, porém nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto” (Gn 19:8). É óbvio que a implicação é sexual.

Há outras passagens bíblicas que ligam Sodoma com a imoralidade sexual (2 Pé 2:7; Jd 7). Gênesis 13:13 e 18:20-21 fazem menção ao comportamento pecaminoso de Sodoma, e diz que era “contra o Senhor”. É certo que não era só o comportamento homossexual, mas este estava presente.

  1. Levítico 18:22 e 20:13. R.K. Harrison, uma das maiores autoridades em Antigo Testamento, afirma que “a homossexualidade era conhecida e praticada no Oriente Próximo como forma de satisfação carnal, desde os tempos muito antigos. Tais atividades entre indivíduos do mesmo sexo parecem ter desempenhado algum papel na adoração cultuai na mesopotâmia.” Ele conclui seu comentário afirmando: “A homossexualidade era condenada de modo uniforme no Antigo Testamento como sendo uma abominação, para a qual o castigo era a morte (Lv 20:13)” – (Levítico – Introdução e Comentário, p. l 76-177).

Alguns querem se defender dizendo que os cristãos não estão mais sob a lei do Antigo Testamento. Entretanto, esta seção de Levítico 18 inclui outras proibições morais (por exemplo, o incesto, o adultério, a bestialidade, a necrofilia), que os próprios “teólogos pró-gay” não aprovariam em qualquer circunstância. Então, estas pessoas fazem uma interpretação tendenciosa e desonesta a seu favor.

  1. Romanos l :24-27. Agora já estamos no Novo Testamento, dentro da nova e superior aliança (Hb 8:6) que Deus estabeleceu com os que crêem em Jesus Cristo.  E esta é uma das principais passagens em nosso estudo.
  2. Os defensores da “teologia pró-gay” vão argumentar que estas declarações do apóstolo Paulo são “culturalmente comprometidas, que foram dirigidas aos judeus do primeiro século e não se aplicam a nós atualmente.” Se formos seguir esta linha de raciocínio, temos que desconsiderar toda a Bíblia. Nada nela foi escrito para pessoas do século 21. Além disso, por trás deste argumento está a afirmação que os padrões de Deus mudam de acordo com o passar dos anos. Todavia, deixemos que a própria Escritura se defenda: “A palavra de nosso Deus permanece eternamente” (Is 40:8) e “As tuas palavras são em tudo verdade desde o princípio, e cada um dos teus justos juízos dura para sempre” (SI l 19:160).
  3. Outro argumento deles diz: “Paulo está condenando apenas homens e mulheres que abandonam o comportamento sexual que lhes é natural, isto é, os heterossexuais que têm relações homossexuais. Ele não está condenando aqueles que são naturalmente homossexuais.” Alguns chegam ao absurdo de afirmar que “o pecado em questão aqui é mudar o que é natural para cada pessoa.” Ou seja, se para um homem ou para uma mulher é “natural” ter atos homossexuais, então o “não-natural” seria ter práticas heterossexuais.

A resposta verdadeiramente bíblica deve entender o real significado da palavra “natural” e “contrário à natureza”, em Romanos l :26 e 27.

Sendo “servo de Jesus Cristo” (Rm 1:1), Paulo só poderia tirar o seu conceito de “modo natural de suas relações íntimas” do relato de Gênesis 2. Porque um homem que em sua pátria se sobressaía a muitos da sua idade, e era extremamente zeloso das tradições de seus pais (cf. Gl 1:14), jamais poderia ter como fonte para relacionamentos íntimos algo que não fosse a lei mosaica. Em outras palavras, Paulo chama de “natural” a ordem natural das coisas como Deus estabeleceu em Gênesis 2:24: homem e mulher. Portanto, para ele, qualquer comportamento que é contrário à natureza, isto é, como Deus a estabeleceu, não tem a aprovação divina, por isso ele chama de “cometer torpeza”, que quer dizer “praticar indecência, obscenidade, sem-vergonhice”.

  1. Finalmente, dizem que “Paulo não entendia as complexidades da homossexualidade como entendemos hoje”.

Ele nunca condenou os relacionamentos homossexuais permanentes, amorosos, apenas a concupiscência e promiscuidade homossexual.”

Entretanto, o Dr. J. Harold Greenlee escreveu: “Os autores do N.T. não poderiam ser ignorantes de alguma coisa tão comum como a homossexualidade no mundo greco-romano. E William Barclay, erudito do Novo Testamento afirma que, embora a homossexualidade permeasse a sociedade grega, era considerada anormal, e nunca foi legal. Paulo certamente iria fazer diferença entre “relacionamento amoroso” e “relacionamento pervertido” se, realmente, houvesse tal distinção entre ambos (Restaurando a Identidade, p. 254). Concluímos que, para ser verdadeiro, o argumento da letra “c” exigiria uma enorme ginástica mental.

  1. l Coríntios 6:9 e l Timóteo l :9-11. “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idolatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas.”

“Tendo em vista que não se promulga lei para quem é justo, mas para transgressores e rebeldes, (…) impuros, sodomitas…” (l Tm 1:9-1 I).

Os defensores da “teologia pró-gay” vão dizer que esta palavra não aparece na literatura grega anterior a Paulo, e que, se ele quisesse referir-se a homossexualidade, teria usado uma das palavras já existentes (A operação do erro, p. 207). Todavia, a análise léxica destas palavras nos dá a resposta correta.

  1. Efeminados. Esta palavra aparece quatro vezes no Novo Testamento. Em Mateus l l :8 (2 vezes) e Lucas 7:25 foi traduzida por “finas”, referindo-se às roupas. Mas em l Coríntios 6:9 o termo que, literalmente, significa “macia ao toque”, era usada pelos gregos figuradamente para se referir aos machos que representavam o papel passivo na relação homossexual.

 

  1. Sodomitas. Traduz o termo grego arsenokoites, que é derivado de duas palavras: arsen, “um macho” e koite, “uma cama.” Literalmente, “um macho de cama.” O léxico grego-inglês de 1885 traduz sodomita como “alguém que se deita com um homem como se fosse mulher.” Harold Greenlee afirma que “está claro que um arsenokoites no Novo Testamento é um homem que vai para a cama com um macho com propósitos sexuais. Este tem sido o seu significado aceito desde o tempo da antiga literatura grega.”
  2. Jesus e a homossexualidade. Os defensores da “teologia pró-gay” também vão dizer: “Jesus não falou contra a homossexualidade”.

A Bíblia não menciona declarações de Jesus sobre outras formas de comportamento sexual claramente condenados, tais como: incesto, estupro, abuso de crianças e bestialidade. Será que os que querem defender uma “homossexualidade cristã” apoiariam qualquer uma destas práticas? Além disso, os judeus do seu tempo se opunham fortemente a tais práticas.

É muito claro nas Escrituras que Jesus defendia todas as leis do Antigo Testamento sobre o comportamento sexual (Mt 5:27-30; Mc 7:21 -23). E confirmou a norma da sexualidade como aquela que foi estabelecido na criação (Mt 19:4-6). Concordamos com a seguinte afirmação: “A posição homossexual cristã, quando examinada com cuidado, pode ser desmascarada pelo que está no seu âmago: um ataque à integridade, suficiência e autoridade da Escritura, o que, para a igreja, é um ataque à própria natureza do nosso Deus santo.” (A operação do erro, Joe Dallas, p.181)

 

Conclusão

Percebemos que uma “teologia pró-gay” jamais encontrará apoio numa interpretação séria e honesta das Escrituras. Ao se levar em conta os princípios básicos da interpretação bíblica, as práticas homossexuais não passarão pelo filtro bíblico; nem hoje, e nem daqui a 100 anos ou mais (Mt 24:35). Portanto, sejamos fiéis a Deus e à Sua palavra, que permanece para sempre, e jamais está sujeita à “evolução humana”.

Homossexualidade à Luz da Bíblia
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