Os Dez Mandamentos – Porque Ramsés não Morreu?

Porque Ramsés não Morreu? Por que não era Ramsés o Faraó que perseguia Moisés! leia esse artigo e entenda.

Bom meus queridos leitores, lembro-me quando entrei para comunidade cristã, quantas duvidas possuía em minha mente, queria saber de tudo, e buscava resposta para todas minhas duvidas, algumas vezes me frustrava com as resposta, em outros momentos era surpreendido com o conhecimento adquirido.  E nos últimos dias após um episódio da novela da Record “OS Dez Mandamentos”, estou sendo muito perguntado como foi a travessia do mar vermelho? O que houve? Quem morreu? O faraó morreu? Neste artigo vamos responder essas e outras perguntas sobre a Travessia do Mar Vermelho?

Os Dez Mandamentos - Porque Ramsés não Morreu

Quem era o Faraó na Época do Êxodo?

A Primeira questão que vamos tratar é; Quem era o faraó na época do Êxodo? Com essa resposta teremos a confirmação se faraó morreu ou não na abertura do mar.

Tanto na novela, quanto boa parte dos teólogos, como Chaplin e Alan Cole, defendem que o faraó da época era Ramsés II, e grande parte da população cristã crê assim. Porem existe algumas evidencias a serem estudas para definirmos quem foi o faraó do Egito.

Existem três fontes de estudos que procuram defende ao certo quem foi o faraó, vamos ficar com a base cronológica, aonde estudiosos procuram defender esse assunto em cima de fatos históricos e cronológicos (bíblicos).

Essa teoria defende que a data do êxodo foi no ano de 1446 a. C, porém para defesa de Ramsés no poderio Egípcios era necessário que o Êxodo ocorresse no ano de 1236 a.C, se analisarmos base bíblicas e a história da 18ª Dinastia Egípcias, vamos verificar que essa data não pode ter sido, pois nenhum escrito egípcio relata tais acontecimentos no reinado de Ramsés.

Vamos analisar a seguinte questão;

Após derrotarem os hicsos, os governantes de Tebas se tornaram monarcas absolutos de todo o Egito. Como reis da 18° dinastia, eles não apenas libertaram o Egito, mas subjugaram a Núbia e a Palestina, além de construir um império forte e próspero. Era natural que esses governantes, que não conheciam José (Êx 1:8), considerassem suspeitos os israelitas que ocupavam a terra de Gósen na região oriental do Delta. Também é compreensível que os egípcios nativos não confiassem neles, pois haviam se estabelecido ali no tempo do domínio dos hicsos, eram etnicamente aparentados e tinha sido favorecido por eles.

A cronologia dos reis da 18° dinastia ainda não foi fixada de forma definitiva. As seguintes datas, embora baseadas nas melhores evidências disponíveis, são apenas aproximadas. Ahmés foi sucedido por Amenhotep I (1546-1525 a.C.), que empreendeu campanhas militares no Sul e no Oeste. Seu filho Tutmés I (1525-1508 a.C.), que levou a cabo uma campanha militar na Síria e no Eufrates, foi o primeiro rei a registrar o trabalho de escravos asiáticos na construção de seus templos.

É possível que fossem os hebreus. Ele foi sucedido por seu filho, Tutes II (1508-1504 a.C.) e, após a morte desse último, Hatshepsut, filha de Tutmés I, governou o Egito pacificamente por 22 anos (1504-1482 a.C.). É provável que ela tenha sido a mãe adotiva de Moisés (Êx 2:5-10), uma vez que os primeiros 40 anos da vida dele foram durante os reinados de Tutmés I, Tutmés II e Hatshepsut. De acordo com a cronologia bíblica adotada neste comentário, Moisés fugiu do Egito alguns anos antes que Tutmés III reinasse como único rei (Êx 2:15).

No início do reinado de Hatshepsut, uma revolução dos sacerdotes a forçou a aceitar a co- regência de seu sobrinho, Tutmés III. Seu desaparecimento repentino pode ter sido resultado de violência ou causas naturais. Se Hatshepsut foi a princesa que adotou Moisés, essa revolta dos sacerdotes deve ter acontecido em decorrência da recusa de Moisés em se tornar membro da casta sacerdotal.

Assim que Tutmés III se tornou o único governante (1482-1450 a.C.), partiu para a Palestina numa campanha militar e derrotou uma coalizão de príncipes sírios e palestinos, em Megido.

Seu império asiático se manteve unido graças a uma demonstração de força por meio de campanhas anuais. Como seu avô, ele afirmou que escravos asiáticos trabalharam em seus programas de construção de templos. Provavelmente, era ele o faraó de quem Moisés fugiu.

Depois de Tutmés III, seu filho Amenhotep II subiu ao trono (1450-1425 a.C.). Ele deu início a um reinado de terror sistemático sobre suas possessões estrangeiras e se enquadra notavelmente bem no papel do faraó do êxodo. Por alguma razão, não mencionada em registros fora da Bíblia, não foi o príncipe herdeiro que sucedeu Amenhotep II no trono, mas seu outro filho Tutmés IV (1425-1412 a.C.). O desaparecimento do príncipe herdeiro pode ter acontecido devido à morte de todos primogênitos na décima praga do Egito (Êx 11:5).

Seguindo essa cronologia;

18ª Dinastia do Egito
Faraó Periodo
Amósis 1570-1546
Amenotepe I 1546-1526
Tutmose I 1526-1512
Tutmose II 1512-1504
Hatchepsute 1503-1483
Tutmose III 1504-1450
Amenotepe II 1450-1425
Tutmose IV 1425-1417
Amenotope III 1417-1379
Amenotepe IV 1379-1362
Semenca 1364-1361
Tutankamon 1361-1352
AI 1352-1348
Horembeb 1348-1320
19ª Dinastia do Egito
Ramsés I 1320-1318
Setos I 1318-1304
Ramsés II 1304-1236
Merneptá 1236-1223

Admitindo essa data de 1446 a.C, para o êxodo, podemos determinar que a data do nascimento de Moisés, um fato de elevada importância. O Antigo Testamento informa que Moisés tinha a idade de 80 anos poucos antes do êxodo (Êx. 7:7), e 120 anos na sua morte (Dt 34:7). Visto que sua morte ocorreu bem no fim do período do deserto, podemos data-la em 1406, um simples calculo então fornece o ano de 1526 a.C. para seu nascimento. Devendo assim as informações passadas mais acima, que o faraó que reinava era Amenotepe.

Ressaltando que todas as datas mencionadas em cima de escritos egípcios e bíblicos.

Conclusão;

Defino que o faraó da época não era Ramsés era Amenotepe II, como podemos confirmar nas datas bíblicas e história egípcia, sendo assim vamos finalizar respondendo mais uma questão. O Faraó morreu no mar vermelho?

Analisando as datas informadas e referencias bíblicas concluímos que o faraó morreu no mar, pois a principal narrativa é a seguinte; “E os egípcios os seguiram, e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até ao meio do mar.” (Êxodo 14:23).

Como de costume os faraós iam à frente da batalha, mesmo o texto nos informando que o exercito seguiu até meio do mar, podemos definir que na frente estava Amenotepe II o faraó, com seu coração cego de vingança, seguiu o povo até o meio do mar e foi morto ao fechar das águas.

Porque as águas, tornando, cobriram os carros e os cavaleiros de todo o exército de Faraó, que os haviam seguido no mar; nenhum deles ficou. (Êxodo 14:28)

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2 Comentários

  1. Carlos Esser disse:

    Além das citações bíblicas você trás muita informações poderia dizer quais fontes? Há gostei do artigo!